Landman, 2ª temporada: petróleo, truques sujos e a tão aguardada sequência.
1ª temporada de Landman Ele já havia compreendido uma coisa simples: no universo de Taylor Sheridan, o petróleo nunca é apenas um pano de fundo. É um cheiro, uma pressão, um perigo constante e, acima de tudo, uma máquina para criar dinâmicas de poder. A segunda temporada começa exatamente onde a anterior terminou, com Tommy Norris no meio do campo minado.
A Paramount+ definiu a data de retorno da série para 16 de novembro de 2025, com Billy Bob Thornton ainda no comando. E, francamente, é o tipo de sequência que nos interessa menos para ver se os poços vão se abrir do que para ver quem vai se sair bem quando os negócios, a família e as ameaças começarem a colidir novamente.
Tommy Norris continua sendo o melhor problema da série.
O prazer de LandmanÉ Billy Bob Thornton como um homem acabado, mas ainda lúcido demais para desistir. Tommy não precisa de um grande discurso para marcar presença. Ele chega com o rosto cansado, a camisa empoeirada e aquele jeito de falar como se já tivesse presenciado três desastres antes do café da manhã.
Landman Funciona melhor quando Tommy não está no controle de tudo.
Petróleo, sim, mas acima de tudo, táticas desonestas.
Em teoria, a série trata de cidades em expansão no Texas, perfuração de poços de petróleo, oleodutos e contratos. Na tela, o que realmente prende a atenção é a mistura de negócios sujos e conflitos de ego. Um poço pode ser muito lucrativo, mas também atrai advogados, herdeiros, rivais, famílias querendo sua parte e aqueles que preferem ameaças a negociações.
É aqui que a segunda temporada pode ganhar profundidade. A primeira temporada estabeleceu o cenário e sua brutalidade. Agora, as artimanhas sujas precisam ter um preço. Não apenas uma cena tensa em um escritório ou um cowboy contemplando o horizonte. Um preço real: uma aliança rompida, uma família se voltando contra eles, uma decisão tomada precipitadamente por causa do dinheiro.
Demi Moore, Andy Garcia, Ali Larter e Sam Elliott também dão a esta sequência uma promessa bastante clara: o mundo de Tommy está se expandindo. Isso é uma boa notícia, desde que a série evite transformar cada personagem em um mero obstáculo. Landman Precisamos de rostos que desejem algo, não apenas de silhuetas que vêm anunciar que problemas estão a caminho.
O que realmente esperamos da segunda temporada?
Para mim, a sequência ideal é uma temporada que mantenha a violência crua e visceral, mas que ouse desacelerar quando os personagens mentem mal, exageram na dose ou percebem que venderam uma parte de si mesmos. O petróleo serve de pano de fundo. As decisões moldam a série.
Existe também uma expectativa mais simples: recapturar aquela sensação de um faroeste moderno, onde um telefonema pode causar tanto estrago quanto uma explosão em uma plataforma de perfuração. Landman Não precisa se tornar mais espetacular a cada episódio. Precisa se tornar mais cruel, mais precisa, mais dura com seus personagens.
Se a segunda temporada mantiver essa trajetória, pode ser mais do que apenas um retorno sólido. Pode se tornar a temporada em que Tommy Norris deixa de apenas sobreviver aos problemas dos outros e começa a arcar com os seus próprios. E sim, eu aceitaria isso sem pensar duas vezes.
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